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terça-feira, 10 de maio de 2022

Após 800 anos, Igreja da Inglaterra pede perdão por leis antijudaicas As medidas do Sínodo de Oxford, em 1222, culminaram na expulsão em massa dos judeus do país.

     As medidas do Sínodo de Oxford, em 1222, culminaram na expulsão em massa dos judeus. (Foto: Wikimedia Commons/Diliff).

Igreja da Inglaterra pediu perdão pelas leis antijudaicas aprovadas pela Igreja Católica há 800 anos. 

O pedido de desculpas foi realizado em um evento na Catedral de Oxford no domingo (8), em comemoração ao aniversário do Sínodo de Oxford de 1222, que ocasionou a expulsão em massa de judeus da Inglaterra 68 anos depois.

A cerimônia contou com a presença de líderes religiosos, incluindo o rabino chefe da Grã-Bretanha Ephraim Mirvis e representantes do arcebispo de Canterbury Justin Welby, líder da Igreja Anglicana.

Na época, o Sínodo de Oxford promulgou os decretos do Quarto Concílio de Latrão (1215) e acrescentou uma série de outras medidas antijudaicas para a igreja medieval na Inglaterra.

Os cânones estabeleceram a discriminação dos judeus no país, proibindo interações sociais entre judeus e cristãos, estabelecendo dízimos específicos para os judeus e impondo o uso de um crachá de indentificação para os judeus ingleses. 

As leis discriminatórias foram seguidas por mais decretos antissemitas e culminaram na expulsão em massa de judeus no país. 

O evento, em parceria com a Congregação Judaica de Oxford, foi uma oportunidade para pedir perdão pelas ações antijudaicas.

"O culto de hoje na Catedral de Oxford é uma oportunidade para lembrar, se arrepender e reconstruir. Oremos para que inspire os cristãos de hoje a rejeitar as formas contemporâneas de antijudaísmo e antissemitismo e a apreciar e receber o presente de nossos vizinhos judeus”, declarou o arcebispo Welby no Twitter, no domingo (8).

Na cerimônia, também foi reconhecida as relações judaico-cristãs desde a publicação de Nostra Aetate, um relatório do Concílio Vaticano II, em 1965, que condenou o ódio à comunidade judaica.

“Este Sínodo... deplora e condena o ódio e as perseguições de judeus, quer tenham surgido no passado ou em nossos dias”, afirma o documento.

Em comunicado à imprensa, a Diocese de Oxford reiterou sua posição: “Nossa intenção é que esta comemoração seja um forte sinal de um potencial tão rico, refletido na profundidade do encontro e serviço inter-religioso que existe cada vez mais em Oxford e em toda a nossa sociedade”.

FONTE: rvg, COM INFORMAÇÕES DE THE JERUSALEM POST

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